Bandeiras estavam erguidas a meio mastro em Cuba neste sábado, marcando o início dos dois dias de luto oficial enquanto autoridades trabalhavam para identificar os corpos de 110 pessoas que morreram na queda de um Boeing 737 pouco após a decolagem em Havana.
Angustiados, parentes de vítimas do acidente de sexta-feira, a maioria delas cubanas, choraram e se abraçaram na porta do necrotério, onde deram informações sobre seus entes queridos a autoridades para ajudar no processo de identificação.
Três mulheres sobreviveram ao acidente, o pior em Cuba em quase 30 anos, mas estavam em estado grave, tendo sofrido queimaduras e outros traumas, segundo disse neste sábado o diretor do hospital em Havana onde elas estão sendo atendidas.
A aeronave de quase 40 anos carregava 105 passageiros além de membros da tripulação em um voo doméstico para Holguín, no leste do país, disse a imprensa estatal cubana. Dois cidadãos argentinos e um número ainda não definido de mexicanos estão entre os mortos, segundo os governos argentino e mexicano.
