O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse há pouco que “confia” que a greve dos caminhoneiros será desmobilizada gradativamente à medida que as lideranças grevistas mantiverem contato com as bases. Ele prevê que esta desmobilização vá durar durante todo o final de semana.
Se a observação do ministro estiver correta, os caminhões devem retornar normalmente ao trabalho em uma a duas semanas e o abastecimento deve ser normalizado nos próximos 30 dias. Eliseu Padilha coordenou a reunião que terminou com uma proposta que foi aceita parcialmente pelas lideranças.
Em Brasília, apenas 40% dos caminhões esperados chegaram na Ceasa. Em alguns supermercados, a venda de algumas mercadorias estão sendo limitadas até cinco unidades por cliente. O abastecimento deverá apresentar maior problema a partir de terça-feira, segundo informaram fontes do comércio atacadista. Os produtos perecíveis já estão faltando em vários pontos de venda.
Agora há pouco, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, confirmou que cinco caminhões com combustíveis abasteceram as viaturas oficiais. No Setor de Inflamáveis caminhões obstruem a entrada dos caminhões tanques, protesto que se prolonga desde a segunda-feira. “Do ponto de vista jurídico buscamos a garantia do atendimento dos serviços essenciais à população”.
Segundo o governador, foi estendido o horário de pico no metrô para evitar um caos no transporte público. Pelo menos duas empresas de ônibus já não tem combustível para que os veículos possam trafegar. A maioria dos postos revendedores de combustíveis estão fechados e naqueles que ha ainda gasolina, imensas filas se formam. Por conta da falta de gasolina, houve conflitos pontuais entre motoristas.
O governo do Distrito Federal criou um comitê de acompanhamento da crise provocada pela greve dos caminhoneiros. O comitê realizou ontem a primeira reunião e deve se encontrar na tarde de cada dia até que o problema persistir.
Rollemberg disse à Rádio CBN que os estados estão proibidos de redução de impostos no período eleitoral. Questionado sobre o ICMS, o governador não respondeu diretamente e apenas reforçou que os caminhoneiros querem zerar a Cide e a redução do PIS/Cofins sobre o preço do diesel.
