O Ministério do Trabalho já esteve envolvido em outros escândalos além da manipulação na concessão de registros sindicais, conforme foi revelado em operação da Polícia Federal nesta quarta-feira. Em 2011, denúncia apontava que parlamentares e servidores cobraram propina para liberar recursos na contratação de entidades para dar cursos de capacitação profissional.
Entre os envolvidos na suposta falcatrua estava o agora deputado federal e líder da Minoria na Câmara, deputado Wewerton Rocha. O esquema estipulava a propina de 5% a 15%. Os contatos seriam feito através de Wewerton, então assessor especial do ex-ministro Carlos Lupi (PDT), ou Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de qualificação do Ministério. Ambos respondiam a Marcelo Panella, então chefe de gabinete, homem de confiança do ministro e tesoureiro do PDT.
Na operação de hoje, foi preso o advogado João Graça, igualmente muito ligado ao presidente nacional do PDT. Graça foi assessor especial do ex-ministro.
Weverton Rocha é investigado por peculato e corrupção, por suposto envolvimento com o desvio de verbas do Ministério do Trabalho, por meio da contratação irregular de ONGs.
