O ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi afastado do cargo nesta quinta-feira após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento em um esquema de concessões irregulares de registros sindicais pelo ministério, no âmbito de uma operação que também investiga deputados e que cumpriu buscas no gabinete de mais um parlamentar nesta manhã.
O Ministério do Trabalho não respondeu de imediato a um pedido de comentário, assim como o Palácio do Planalto. O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) disse a repórteres nesta manhã que não tem “nada a temer”, e que foi informado pela PF que todos os deputados de seu partido serão investigados uma vez que a legenda administra o Ministério do Trabalho.
“As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Segundo as apurações, os investigados utilizam rotineiramente os cargos para viabilizar a atuação da organização criminosa e para solicitar tratamento privilegiado a processos de registros sindicais”, disse a Procuradoria-Geral da República em nota.
De acordo com a PF e o MPF, as investigações e o material coletado nas primeiras fases da Operação Registro Espúrio indicaram a participação de novos envolvidos no esquema de corrupção no ministério, e apontam que importantes cargos da estrutura da pasta foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do grupo criminoso.
