Os advogados que representam o agressor Adélio Bispo de Oliveira sustentam que a agressão de seu cliente ao candidato Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato.
“Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente”, disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.
A Agência Brasil informou que quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde desta sexta-feira (7), que determinou a transferência do criminoso para um presídio federal. De acordo com informações apuradas pelo site, seriam dois de Belo Horizonte e dois de Barbacena, tamém de Minas Gerais.
O esfaqueador do candidato Jair Bolsonaro (PSL) pode pegar até 20 anos de prisão. Adelio Bispo foi indiciado pela Polícia Federal com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional – a Lei 7.170/83 (Governo João Figueiredo, último general do regime militar) define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, segundo a Agencia Estado.
