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Corpo de Roriz será levado em caminhão dos Bombeiros

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Dezenas de populares e muitos políticos já passaram pelo velório do ex-governador Joaquim Roriz, que faleceu nesta manhã aos 82 anos após complicações no Hospital de Brasília. As visitas são feitas em grupo de dez pessoas e não há tumultos, mas o Detran orientou os motoristas a evitaram a área do Memorial JK, onde ocorre as últimas homenagens ao político que governou o Distrito Federal quatro vezes.

A visita é feita no espaço interno do local que guarda a história e o corpo do ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Cidadãos comuns vão ao local e comentam sobre suas administrações populistas de doações de lotes ou programas sociais, como a entrega de leite e pão. Também servidores fazem a última despedida. Estas características são os principais comentários que as pessoas fazem sobre o ex-governador.

As visitas estão abertas inclusive na madrugada porque às 10 horas o corpo será levado num caminhão do Corpo de Bombeiros até o cemitério Campo da Esperança. O corpo deverá ser sepultado às 11 horas, com honras militares pelos cadetes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Roriz começou a carreira política em 1962, como vereador de sua cidade natal, Luziânia, município goiano no Entorno do DF. Em 1991, assumiu o Executivo do DF, onde governou por 14 anos. Sua administração foi marcada pelo populismo de ações voltadas à moradia dos mais pobres, com políticas de distribuição de pão e leite e a construção de nove cidades.

Outra marca dos quatro mandatos foram as obras viárias, como a construção da ponte JK e o Metrô que também mantiveram sua popularidade alta, apesar das inúmeras denúncias de desvios de verbas e superfaturamentos que recaíram sobre seus governos.

A última passagem pelo Palácio do Buriti, sede do governo distrital, foi em 2006, quando abriu mão do Executivo para se candidatar ao Senado. Foi eleito, mas renunciou cinco meses depois de assumir o cargo, em julho de 2007, para evitar processo por quebra de decoro parlamentar que tramitava contra ele no Conselho de Ética da Casa.

Pelo mesmo processo que ficou conhecido como Bezerra de Ouro, Joaquim Roriz foi condenado pela Justiça do DF em segunda instância em 2015. O caso tratava de dois cheques descontados no Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 2,2 milhões que pertenciam ao fundador da GOL, Nenê Constantino. A defesa argumentou que o dinheiro foi emprestado para a compra de embrião de uma bezerra de raça, em São Paulo.

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