A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira operação para cumprir mandados de busca e apreensão em dois endereços de Teresina, como parte de inquérito que investiga o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ciro é candidato à reeleição ao Senado Federal.
A PF informou em nota oficial, sem identificar os alvos da operação, que cumpriu mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na capital no Piauí para aprofundar as investigações de supostos crimes cometidos por empresários de uma grande empreiteira, políticos e doleiros.
A defesa de Ciro Nogueira disse que o senador não foi alvo diretamente das medidas cumpridas pela PF, mas confirmou a realização de busca e apreensão contra o PP e apontou um “evidente prejuízo eleitoral” pela deflagração da operação a 10 dias das eleições, nas quais Ciro é candidato à reeleição.
Nota
Em relação às notícias veiculadas hoje na imprensa sobre supostas diligências nos endereços do senador Ciro Nogueira, em Teresina, informamos que o alvo dessa ação NÃO foi o senador Ciro Nogueira, mas sim um terceiro. Essa pessoa, alvo da determinação judicial, diferentemente do que foi alegado pelas autoridades, não possui vínculo profissional com o Diretório Estadual do Progressistas.
Portanto, permanece ainda inexplicável a razão pela qual a Polícia Federal procedeu a diligência na sede do partido.
Apesar do evidente equívoco, houve plena colaboração dos funcionários do Progressistas que forneceram prontamente todas as informações solicitadas pelos agentes.
O senador Ciro Nogueira sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário, como o principal interessado no esclarecimento dos fatos e, devido à grande repercussão negativa que essa operação causa em plena campanha eleitoral, espera-se rápido esclarecimento acerca do que levou à Polícia Federal a fazer buscas na sede do partido.
Assessoria de Imprensa
