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As prioridades do Distrito Federal

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Estamos a poucos dias das eleições gerais. No domingo ocorre a votação do primeiro turno, ou como falam os portugueses, a primeira volta. A poucos passos da urna eletrônica, muita gente ainda não decidiu o voto.

No dia 7 de outubro, o eleitor vai escolher o seu candidato preferido para a Presidência da República, o governador, vai depositar um voto para deputado federal e distrital (estadual para os estados) e dois votos para o Senado Federal.

Incrível que ainda nesta semana tem muito eleitor que não sabe que poderá votar duas vezes para senador. São duas vagas, tanto para o DF como para os 26 estados. É bom que se reforce isso, porque a escolha para o Legislativo é uma etapa importantíssima neste processo eleitoral.

Assistimos a pelo menos seis confrontos entre os candidatos ao Palácio do Buriti. Muitas promessas, centenas de ataques, muitas inverdades e uma viagem de soluções. Somando tudo, considero que a prioridade para o Distrito Federal é escolher bem (repito, escolher muito bem o candidato).

Segurança, educação, saúde, infra-estrutura, transporte, qualidade de vida, atendimento aos vulneráveis e toda uma gama de necessidades vai passar, claro, pelos escolhidos no primeiro ou no segundo turnos.

A prioridade, então, decidir para quem vai o seu voto.

O Distrito Federal não é uma república das bananas, mas parece diante do recente histórico político.

Quatro senadores foram cassados ou renunciaram. Três deles acabaram presos temporariamente e dois estão cumprindo pena. Eis os nomes: Luiz Estevão, José Roberto Arruda, Gim Argelo e o falecido Joaquim Roriz.

Um ex-governador renunciou, assim como o seu vice. Todos enrolados em graves denúncias de corrupção, cujas investigações ainda estão em andamento. Eis os nomes: José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Os dois estão impedidos de voltar a concorrer pela Ficha Limpa, mas querem deixar o “legado político” nestas eleições com seus parentes.

Outro ex-governador, Agnelo Queiroz, também foi barrado pela Ficha Limpa. Contra ele pesam denúncias de corrupção. O seu vice, Tadeu Filippelli, também é investigado. Ambos também foram presos. Nestas eleições, Filippelli tenta voltar à ativa com uma candidatura à Câmara dos Deputados. Ele tem uma parente de primeiro grau que concorre à Câmara Legislativa.

Na Câmara Legislativa, dos 24 deputados a metade é investigada. Doze prestam contas ao poder Judiciário local ou federal, por meio de processos que vão de ações penais às de improbidade administrativa. Eis os nomes: Agaciel Maia, Raimundo Ribeiro, Christiano Araújo, Liliane Roriz, Bispo Renato Andrade, Celina Leão, Júlio César. Telma Rufino, Israel Batista, Lira, Robério Negreiros e Wellington Luís.

Na Câmara Federal, dois oito deputados, mais da metade está enrolada com a justiça. Eis os nomes: Érika Kokay,  Laerte Bessa, Rôney Nêmer, Alberto Fraga, Rogério Rosso (candidatos ao governo do DF) e Izalci Lucas (candidato ao Senado). Fraga inclusive foi condenado a quatro anos de recluisão na semana passada na primeira instância.

Mesmo assim, querem voltar ao Legislativo ou ao Executivo pelo voto popular.

É preciso que o eleitor faça a primeira triagem com uma escolha consciente. Depois é necessário acompanhar – corpo-a-corpo – a atuação de cada um deles, seja no Executivo ou no Legislativo. Exigir que façam um mandato e uma gestão honesta em todos os sentidos.

Não é retórica. Se estamos nesta situação, é porque o eleitor também tem culpa no cartório. Nossa política partidária se transformou numa espécie de capitania hereditária, sistema onde pouco conta são os interesses da geral.

Olho neles.

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