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Candidatos atacam Haddad e Bolsonaro em debate na televisão

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O sexto debate entre candidatos à Presidência foi marcado pela união dos presidenciáveis para criticar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. O evento foi realizado ontem à noite na TV Record, em São Paulo. Participaram Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).

Mesmo criticando Bolsonaro durante a maior parte do debate, os candidatos não aliviaram Fernando Haddad (PT). Enquanto Ciro afirmou que o petista se anunciou vitorioso “antes de o povo votar”, Boulos criticou a aliança de Haddad com nomes do “MDB de Michel Temer”, como Eunício Oliveira e Renan Calheiros e disse que o PT deveria admitir parte da responsabilidade pelo surgimento e a ascensão de Jair Bolsonaro.

Os ataques diretos a Haddad continuaram. Ciro Gomes afirmou que as propostas do plano de governo do PT sobre refundação do Brasil não tem cabimento. “Como o presidente da República não tem poder de fazer isso, o senhor poderia explicar um pouco melhor como seria isso?”

Boulos, ao responder Haddad sobre direitos trabalhistas, afirmou que “o desgoverno nasceu de um golpe”.

“Aqui existem 50 tons de Temer. Não há 1 único candidato que represente o Temer. Vários ajudaram a dar o golpe que colocou ele lá e aprovar essa agenda”, disse o candidato do Psol. Ele também repudiou as declarações de Bolsonaro de que não aceitaria o resultado das eleições. “Declarações de 1 candidato a ditador, não a presidente da República.”

Candidato do Podemos, Álvaro Dias afirmou que Ciro Gomes é injustiçado. “De acordo com uma reportagem da revista IstoÉ, lá da prisão de Curitiba o presidente Lula coordena uma ação para fazer com que candidatos mudem seu voto em benefício do candidato Haddad”. Haddad pediu direito de resposta, que foi negado. (Do Poder360)

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