Ainda na ressaca de um primeiro turno complicado, o PT tenta achar o rumo e se reúne na terça-feira para fazer um diagnóstico das falhas da campanha até agora para traçar um rumo e unificar o discurso em busca de reverter o difícil resultado que colocou Fernando Haddad quase 18 milhões de votos atrás do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao Jornal Nacional, Fernando Haddad disse que reviu proposta de nova Constituição. Tentará mudanças necessárias por meio de emendas. Quanto à declaração de José Dirceu sobre “tomar o poder”, disse que o ex-ministro não faz parte de sua campanha e não fala por ela.
Na sequência, foi entrevistado o candidato Jair Bolsonaro. Ele desautorizou o vice, general da reserva Hamilton Mourão, em relação a declarações sobre Constituição feita por notáveis e autogolpe. Lembrou que o presidente da República não tem poder para convocar nova Constituinte e descarta autogolpe. “Ele é general e eu sou capitão. Mas eu sou o presidente”. E completou: não sei o que ele quis dizer com autogolpe.
O candidato vai explorar na segunda etapa da disputa presidencial os escândalos de corrupção que envolveram o PT —como a prisão do ex-presidente Lula da Silva — e intensificar a apresentação de propostas para conquistar novos eleitores que não o apoiaram na primeira etapa, colocando-se na posição de o único capaz de unir o país.
