Com apenas 24 anos, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos – que governou Pernambuco por dois mandatos e faleceu em 2014 -, enquanto concorria à Presidência da República pelo PSB, está em primeiro lugar na lista de deputados federais de Pernambuco. Ele obteve uma grande votação: 459.811 votos. Atualizado às 09h14
Outro membro da família Arraes, Marília Arraes (PT), obteve 192.628, e está em segundo lugar entre os mais votados. Os dois fazem parte da tradicional elite da política local. Já o filho do senador e ex-presidente Fernando Collor, Fernando James Braz Collor de Mello, teve 16.152 e ficou em 17° lugar. Foi a primeira vez ele concorreu a um cargo em nível nacional. São apenas oito vagas para a Câmara dos Deputados em Alagoas.
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Nenhum dos ex-ministros do governo de Michel Temer conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados ou se eleger para o Senado Federal. Veja também o resumo dos resultados para o Senado Federal.
O PT, que em 2014 elegeu 69 deputados, continua com uma grande bancada, mas perdeu representação. A nova bancada terá 56 parlamentares. O maior crescimento foi do PSL, que saiu de um deputado eleito em 2014 para 52.
O MDB – que hoje ocupa a presidência da República com Michel Temer – perdeu quase a metade do espaço que tinha em 2014, quando elegeu 65 deputados. A bancada tem até agora pouco mais de 30.
O Partido Novo, que estreou nas eleições de 2018, conseguiu pouco menos de 10 deputados. O MDB terá 34 parlamentares. A nova Câmara continua marcada pela fragmentação partidária. São pelo menos 29 legendas com representação no Parlamento. O Novo, por exemplo, terá oito deputados.
O tamanho das bancadas é fundamental na atuação parlamentar. O maior partido ou bloco tem peso na escolha dos cargos mais importantes da Casa, como a presidência da Câmara e da Comissão de Constituição e Justiça.
Até fevereiro de 2019, quando os deputados tomam posse, os partidos ainda possam se aliar em blocos para ajustar a atuação parlamentar de acordo com o resultado da eleição para presidente da República.
Filhos da Lava Jato – Os filhos de políticos presos pela Lava Jato no Rio de Janeiro não conseguiram um bom resultado na disputa pela Câmara. Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, ambos candidatos do MDB, ficaram mal posicionados no ranking e não conseguiram se eleger.
Leonardo Picciani, filho de Jorge Picciani, também não conseguiu voltar a Brasília. O filho do prefeito Marcelo Crivella não se elegeu deputado federal. A filha do candidato cassado Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho, obteve a reeleição. Seu irmão, Wladimir Garotinho, também estará na Câmara dos Deputados em 2019.
Cristiane Brasil (PTB) perdeu a reeleição. Ela não pode assumir o Ministério do Trabalho por ter sido alvo de uma série de acusações. Ao contrário dos filhos do presidenciável, campeões de votos em São Paulo para a Câmara e no Rio de Janeiro para o Senado, a ex-mulher de Bolsonaro Cristina Bolsonaro (Pode) não conseguiu se eleger deputada.
Ainda no Rio, o PSOL enviará para a Câmara dos Deputados Marcelo Freixo, deputado estadual e ex-candidato à Prefeitura do Rio, que foi o segundo mais votado no estado: 342.491. Em primeiro lugar, está Hélio Fernando Barbosa Lopes, do PSL – partido do presidenciável Jair Bolsonaro – com 345.234.
Aécio e Gleisi – Dois senadores adversários, ambos envolvidos na Lava Jato, que optaram por tentar a Câmara, foram bem sucedidos: Aécio Neves (PSDB-MG), que recebeu mais de 50 milhões de votos para a Presidência em 2014, contabilizou agora modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoffmann (PT-PR) conquistou o dobro de Aécio, cerca de 212 mil.
Assim como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ex-ministra da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, um dos cargos mais importantes do governo, a senadora de 53 anos poderia se candidatar à reeleição este ano, mas nos últimos tempos viu a sua popularidade cair devido a denúncias de corrupção e à rejeição dos eleitores paranaenses ao PT. (Da Agência Câmara, da ABr e da Redação)