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A direita extrema e a esquerda universal

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A direita é sempre “extrema”. Nunca vi nenhum partido político no Brasil ser classificado de “direita”, somente. Por isso, Bolsonaro é de “extrema direita“.

Já a esquerda nunca é “extrema esquerda”. Segredos do discurso!

Com a conotação de “extrema”, a direita “fascista e reacionária” suscita pânico e é associada ao Nazismo, ao Fascismo e o escambau.

Já a esquerda, mesmo que invada fazendas e mate animais prenhes, mesmo que toque fogo em carros e destrua plantações inteiras, mesmo que agrida a fé de milhões de pessoas, mesmo que mate pela “causa”, bem… A esquerda nunca é extrema!

Se for chamado de socialista ou de comunista, um esquerdista ficará orgulhoso, mesmo que essa ideologia tenha sido a responsável pela morte de mais de 100 milhões de pessoas.

Guilherme Boulos é tratado como um político sério, enquanto Jair Messias Bolsonaro é visto como a reencarnação do capeta.

O discurso ideológico dos meios de comunicação é evidente. Ao longo do tempo, o povo foi sensibilizado pelos meios de comunicação e também nos estabelecimentos de ensino para aceitar a esquerda e seus pontos de vista com o uso de palavras positivas para qualificar bandeiras históricas dessa ideologia.

Creio que ocorreu uma naturalização de práticas e bandeiras de luta da esquerda, que são toleradas como estruturantes de um processo positivo de ações, que redundaria numa sociedade “mais justa e igualitária”, mesmo se na prática isso nunca tenha ocorrido.

Do mesmo modo, a direita acumulou qualificadores negativos sem que ninguém reivindicasse a ideologia como condutora de uma prática política, o que aconteceu agora de modo claro depois destas eleições.

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