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O debate não será televisionado

Eu confesso: não quero ver Bolsonaro e Haddad em nenhum “debate”. Pouco se discutirá sobre os problemas do país, pois sei que quem está em desvantagem nas pesquisas estará preocupado apenas em “lacrar”, tentando diminuir o oponente de todas as formas.

É certo que Haddad tentará emplacar notícias distorcidas para “ganhar” o debate. Ele insistirá nos pontos fracos de Bolsonaro, em vez de falar de suas propostas e de sua gestão como ministro da Educação e prefeito de São Paulo — dois fracassos. O debate tenderá a ser mais do mesmo, nada além disso.

Outra coisa: Haddad não entendeu ainda que hoje em dia os eleitores têm a Internet para se informar. Nas eleições presidenciais de 1989, não havia Internet, daí a importância decisiva do debate televisionado.

Hoje, temos qualquer informação nas pontas dos dedos. Os programas de governo dos candidatos estão online.

Vídeos no YouTube mostram entrevistas antigas e atuais de um e de outro. Pergunte a qualquer eleitor se a falta do debate da TV Globo, por exemplo, deixou-o menos informado. É claro que não!

Por fim, ressalto que Bolsonaro sofreu um grave atentado há pouco tempo. Só isso já seria motivo plausível para que ele não aceitasse participar de nenhum debate. O resto é mimimi.

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