O presidente eleito Jair Bolsonaro disse hoje (13), durante entrevista coletiva no Superior Tribunal Militar, que pretende reduzir em 30% o número de servidores comissionados no Executivo. “No mínimo 30% a gente vai cortar, no mínimo”.
Bolsonaro reconheceu a importância dos servidores indicados politicamente, mas disse que nos ministérios há um “exagero”. “Eu fui deputado e vereador por 30 anos com comissionados do meu lado. [Eles] são importantes. Mas eu concordo que há um exagero no número de comissionados nos ministérios. Pretendemos diminuir enquanto há gente comprometida com outros valores lá dentro.
Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que pode decidir nas próximas horas o nome do novo ministro das Relações Exteriores e que o processo está “maduro”, enquanto um dos mais cotados, o embaixador do Brasil na Coreia do Sul, Luís Fernando Serra, esteve em reuniões durante a manhã na sede da transição, em Brasília.
“É possível acontecer até amanhã, está bastante madura essa questão, queremos alguém do quadro do Itamaraty”, disse Bolsonaro. Quando perguntado se seria uma mulher ou um homem, acrescentou que “tanto faz, pode ser gay também”.
Ministros já anunciados
Tereza Cristina, 64 anos – deputada federal reeleita do DEM-MS e coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). É a única mulher anunciada para o ministeriado até o momento.
Onyx Lorenzoni, 64 anos – deputado federal reeleito pelo DEM-RS para a Casa Civil. Foi anunciado por Bolsonaro antes mesmo do segundo turno das eleições. Ele foi nomeado também ministro extraordinário pelo presidente Michel Temer para coordenar a equipe de transição do presidente eleito.
Marcos Pontes, 55 anos – primeiro brasileiro a viajar para o espaço, o tenente-coronel da Aeronáutica será o ministro da Ciência e Tecnologia de Bolsonaro.
Fernando Azevedo e Silva, 64 anos – o nome do general da reserva do Exército, Fernando Azevedo e Silva, que acumula um extenso currículo dentro das Forças Armadas, foi anunciado nesta terça-feira por Bolsonaro para ministro da Defesa.
Paulo Guedes, 69 anos – conhecido durante a campanha como guru econômico de Bolsonaro, o economista chefiará o superministério da Economia, que englobará as pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio. Segundo o presidente eleito, ele terá carta branca para promover sua agenda.
Gabinete de Segurança Institucional
Augusto Heleno, 71 anos – o general da reserva do Exército, inicialmente escolhido para o Ministério da Defesa, comandará o Gabinete da Segurança Institucional. Quando estava na ativa, Heleno comandou as forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti e o Comando Militar da Amazônia.
Sérgio Moro, 46 anos – o juiz federal, responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância em Curitiba, deixará a magistratura para estar à frente do Ministério da Justiça, que incorporará o recém-criado Ministério da Segurança Pública, no governo Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que ele também terá o caminho livre para pautar sua agenda de combate à corrupção e ao crime organizado.
