Saímos de um governo dos trabalhadores cujos líderes assinavam tudo com caneta Montblanc e entramos na era da caneta Bic. A Bic opressora. Também lá se foi o Rolex, trocado por um relógio de plástico desses que são vendidos em camelô. Também me impressionou a multidão presente a esta cerimônia de posse.
Dizem que havia 115 mil pessoas. Que a posse de Lula teve pra lá de 150 mil. Acredito! É só ver as fotos. Está tudo lá. Mas perceba uma diferença significativa: na posse de Bolsonaro, vemos uma profusão de bandeiras do Brasil e suas cores dominando o cenário, nas camisetas, nas faixas, nos objetos de animação.
Fotos áreas dão uma ideia nítida do que estou dizendo. A posse do Lula, por outro lado, envolvia a multidão numa onda vermelha. Camisetas, bandeiras, faixas, cartazes, tudo era vermelho. Bandeiras? Apenas as do PT, do PC do B, do PSOL. Observe bem uma foto aérea do público presente às posses de Lula e Dilma.
Eu estou dando um prêmio para quem encontrar uma bandeira do Brasil. Também pensei bastante na falecida ex-primeira dama Marisa Letícia. Oito anos sem mover uma palha para ajudar os mais necessitados. Oito anos fazendo aeronave oficial ir buscar cabeleireiro e maquiador no Rio de Janeiro. Dilma também fez isso.
Tudo pago com muito dinheiro do povo brasileiro. Penso nos tantos botox de D. Marisa. Todos desnecessários, aliás, porque não melhoraram muito sua situação. Oito anos sem nenhum protagonismo.
Aí vem uma primeira dama que de imediato se impõe, de forma doce e serena. Se comparamos apenas as duas primeiras damas, começamos a entender as diferenças entre o que se foi e o que hoje é. Mas também há a caneta Bic, o relógio de plástico, o pão com leite moça…
É verdade que o Brasil precisava disso. Precisava colocar os pés no chão e esquecer as manias de grandeza desses governos “dos trabalhadores”. E viva a Bic opressora!
