Com o slogan definido (“É tempo de ação”) e com a apresentação da marca que é um ipê-amarelo, o novo governo do Distrito Federal espera recursos do governo federal para azeitar a máquina pública. Enquanto o dinheiro não vem, os novos ocupantes do Palácio do Buriti tiram dúvidas e, muitas. Na primeira reunião do secretariado realizada ontem, o ponto central foi exatamente este.
Haviam dúvidas até mesmo com o decretão que demitiu cerca de 6 mil comissionados. Depois, parte desses servidores temporários retornou ao trabalho com um novo decreto que preservou, por exemplo, mulheres grávidas e os auxiliares que cuidam da folha de pagamento. A máquina praticamente parou sem esses auxiliares. O governo pretende reduzir em até 30% o número de comissionais, mas ainda não está nada definido. (Veja o novo decreto)
Na reunião do secretariado, foi definida um ação de impacto batizada de “SOS DF”. A ação já começou, segundo o secretário de Comunicação, Wellington Moraes (veja a entrevista ao lado na seção áudio), mas o programa será lançado oficialmente nesta sexta-feira (04). Sem previsão ainda de gastos, o SOS DF vai contemplar as áreas da saúde, segurança e rural.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) não participou da primeira reunião dos 26 secretários. Ele esteve na posse do ministro da Saúde, Luiz Mandetta. Na ocasião disse que o DF terá R$ 110 milhões para reforma de cinco hospitais. A meta de Ibaneis é conseguir R$ 2 bilhões para diversas áreas.
Hoje, foi depositado o salário dos servidores no BRB, mas os reajustes prometidos na campanha para 32 categorias terão que esperar. O reajuste é um acordo que se arrasta desde o governo Agnelo Queiroz (PT), mas que não foi cumprido na totalidade pelo governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo ele, por falta de recursos.
A recomposição deve ocorrer somete no segundo semestre. A ordem é reduzir gastos, mas para os policiais civis e militares deverá ser liberado gratificações de R$ 2,5 mil.
