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Novos presidentes de bancos falam em combater distorções

A máquina de crédito do Estado brasileiro sofreu um desvirtuamento nos últimos anos, avaliou nesta segunda-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, pontuando que a partir de agora os presidentes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terão um “olhar novo” para a gestão das instituições.

O Misto Brasília transmitiu ao vivo a sessão de posse

Em discurso na posse dos novos presidentes, Guedes apontou que o mercado brasileiro de crédito foi estatizado em meio ao dirigismo econômico e recebeu intervenções que foram danosas. A partir de agora, destacou ele, a tarefa dos novos presidentes é “fazer a coisa funcionar da maneira certa”.

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, prometeu “uma administração transparente, eficiente e honrada, contribuindo para reverter o atual quadro do País. O País passou por grandes desgraças, mensalão, petróleo, crise da segurança, recessão terrível, parecia que o povo brasileiro estava desesperançado, jovens promissores e empresários falando em deixar o país. Hoje, temos responsabilidade enorme em reverter esse quadro e fazer com que os brasileiros voltem a se sentir honrados”, afirmou Novaes.

O novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que pretende vender de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões em securitização, no mercado financeiro, para que a instituição continue a atuar no mercado imobiliário. “É fundamental discutir mais a parte imobiliária. Hoje, temos problemas de funding. Venderemos de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões no mercado financeiro, cinco a dez vezes mais do que foi feito em toda a história”.

O novo presidente do BNDES, Joaquim Levy, disse há pouco que pretender revisar a contabilidade do banco de fomento para depender menos de recursos do Tesouro Nacional. “Queremos continuar ajustando o balanço do banco, como organizamos nossas contas. Queremos adequar o balanço que hoje depende em uma proporção exagerada – mas menos que era há quatro anos – dos recurso do Tesouro. Isso tem de ser corrigido para haver adequado retorno de capital”. Segundo Levy, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem dado o suporte para essas adequações.

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