O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu filho, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSL) comemoraram a notícia da renúncia do deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ). O assunto é o mais comentado no Twitter com debates contra e a favor da decisão do parlamentar que se notabilizou pela luta em favor do movimento LGBT. O Misto Brasília publicou a notícia assim que o deputado confirmou a desistência do mandato.
Bolsonaro escreveu “grande dia”, seguido de um “emoji” positivo, assim como o filho Carlos que acrescentou: “Vá com Deus e seja feliz”. Wyllys foi um adversário de Jair Bolsonaro na Câmara e chegou até mesmo a cuspir no agora presidente da República. O deputado do terceiro mandato disse que está com medo e que vai morar no exterior.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que “nao podemos aceitar que um deputado seja impedido de exercer o mandato que foi conferido pelo povo. Vamos defender o país dessa quadrilha que o governa. Vamos proteger o Jean!”.
O internauta Joel Alexandre comenta que se for mesmo sair do Brasil, “uma coisa tenho certeza, ele não vai pra Cuba nem para a Venezuela. Ele vai para França ou EUA, “resistir” em restaurantes caros de Paris ou New York”, sugere.
No lugar de Jean Wyllys assume o vereador David Miranda, também do PSol. Assim como o deputado, ele é assumidamente gay e eram amigos da vereadora carioca Marielle Franco, também do PSol, assassinada em março do ano passado.
Há 11 anos David Miranda é casado com o jornalista americano Glenn Greenwald. Edward Snowden foi o autor da denúncia que permitiu a Glen o “furo jornalístico” mundial sobre denúncias de espionagem contra chefes de Estado baseadas em documentos fornecidos pelo ex-agente da Agência Nacional de de Segurança, a NSA, dos Estados Unidos. Também foi espionada a então presidente Dilma Rousseff.
