O deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) confirmou há pouco que renunciou ao mandato de deputado federal. Em sua página do Facebook, ele afirma que preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores. Atualizado às 16h04
“Fizemos muito pelo bem comum. E faremos muito mais quando chegar o novo tempo, não importa que façamos por outros meios! Obrigado a todas e todos vocês, de todo coração. Axé!”.
Na mesma postagem, ele inseriu um texto da Folha, cuja manchete diz que “com medo de ameaças, Jean Wyllys desiste de mandato e deixa o Brasil”. O parlamentar está em férias e fora do Brasil. Ele foi o parlamentar que cuspiu em Jair Bolsonaro quando os dois eram deputados federais em 2016.
A reportagem diz que desde o assassinato da sua correligionária Marielle Franco, em março do ano passado, Wyllys vive sob escolta policial. Com a intensificação das ameaças de morte, comuns mesmo antes da execução da vereadora carioca, o deputado tomou a decisão de abandonar a vida pública.
Wyllys foi o menos votado no Rio entre os deputados eleitos, com 24.295 votos, e garantiu mais quatro anos na Câmara graças ao quociente eleitoral. Marcelo Freixo, seu colega de sigla, foi o segundo deputado mais lembrado nas urnas do estado, com 342.491 votos.
