As tendências da reciclagem e da sustentabilidade já fazem parte de muitos aspectos das nossas vidas — como a decoração de interiores, que, muitas vezes, transforma coisas velhas em novos objetos para decorar casas e apartamentos. E, nessa linha, chegou agora a gastronomia sustentável.
No Brasil, anualmente, são desperdiçados 41 mil toneladas de alimentos.
Isso nos coloca entre os dez países que mais perdem e desperdiçam alimentos no mundo!
De acordo com a ONU, o número dos que passam fome no mundo aumentou pelo terceiro ano seguido, afetando 821 milhões de pessoas.
Ou seja, uma a cada nove pessoas no mundo, passa fome!
No Brasil, os números apontam que mais de cinco milhões de pessoas passaram um dia ou mais sem consumir alimentos ao longo de 2017, o que corresponde a 2,5% da população.
Se, até pouco tempo, reutilizar ingredientes era uma coisa mal vista e parecia impossível aproveitar todas as partes dos alimentos, Hoje, inúmeros pratos podem ser feitos com talos e cascas de vegetais, por exemplo. Até sobras de preparos anteriores podem ser reutilizadas para fazer novas delícias, como os sempre gostosos “Arancinis” (é um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália, trata-se de um bolinho, ou pastel de arroz frito, com um diâmetro entre 8 e 10 cm, recheado com um molho de carne picada). E até mesmo uma diferenciada variação da nossa “Coxinha” brasileira, que vem ganhando diversas formas, recheios e massas.
Por isso, a ordem do momento é não desperdiçar! Assim, além de estimular a criatividade na cozinha, a gastronomia sustentável faz bem para o meio ambiente e para a saúde. Afinal, aproveitar a totalidade dos alimentos só contribui para a absorção mais completa dos nutrientes. No caso das frutas, por exemplo, já é sabido que a maior parte do seu valor nutricional está na casca.
Receita de Arancini
O Arancino é um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália. O nome arancino é derivado da palavra italiana arancia, que significa laranja, devido à sua semelhança com este fruto. Trata-se de um pastel de arroz frito, com um diâmetro entre 8 e 10 cm, recheado com um molho de carne picada. Por vezes, é também recheado com molho de tomate, queijo mozzarella, ervilhas ou outros ingredientes.
Na literatura, o commissário Montalbano, personagem dos romances de Andrea Camilleri, é um gastrónomo, tendo contribuído para dar a conhecer este prato dentro e fora da Itália, com o livro “Gli arancini di Montalbano”, de 1999.
É considerado típico da cidade de Messina, onde provavelmente foi inventado. Na parte oriental da ilha, os arancinos podem apresentar uma forma cónica. Nas regiões de Palermo, Trapani, Gela, Ragusa e Agrigento, o nome aparece no feminino: “arancina” em vez de “arancino”.
Preparação
A receita é muito fácil e rápida!
Eu gosto de fazer no forno, evitando a fritura, principalmente com esse calor, sendo um bom aperitivo para ser acompanhado de uma bebida bem gelada, um chop, uma cerveja ou até mesmo um vinho branco ou espumante!
Ingredientes
300 gr de risoto (eu usei um risoto que já estava pronto de alho poró com queijo brie)
160 gr de farinha de rosca
2 ovos
500 ml de água, para evitar que o arroz grude nos dedos
Azeite
Modo de preparo
Preparar um risoto de sua preferência ou reaproveitar as sobras do dia anterior.
Com as mãos úmidas fazer as bolinhas de arroz;
Passar os arancini em ovos batidos com sal e pimenta;
Passar o arancinis na farinha de rosca
Colocar uma quantidade razoável de azeite em uma assadeira
Colocar os arancinis na assadeira e dar uma boa mexida para que os bolinhos fiquem cobertos por azeite;
Assar os Arancinis em forno médio até que eles fiquem dourados, mais ou menos 20 minutos.
