A fusão de quatro antigos ministérios – Fazenda; Planejamento; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e parte da estrutura do Trabalho – gerou a redução de 2,9 mil cargos. O novo quadro dos cargos em comissão e das funções de confiança entrou em vigor ontem. A economia em dinheiro não foi informada. Os funcionários serão dispensados hoje.
De acordo com a pasta, foi necessário um período de transição em janeiro para não demitir todos os comissionados de uma vez e afetar a continuidade do ministério, de acordo com o DCI.
O governo federal precisará ser cuidadoso para cortar 21 mil cargos de comissionados, funções de confiança e gratificações, meta que faz parte das 35 medidas prioritárias listadas pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Segundo dados do Portal do Servidor do governo federal, ao final do ano de 2018, haviam 32.694 cargos Comissionados de Direção e Assessoramento (DAS) e mais 66.591 funções de confiança e gratificações técnicas. Pelo que foi apresentado por Lorenzoni, o objetivo é reduzir em 20% esse montante.
O especialista em administração pública da Universidade de Brasília (UnB), José Matias Pereira, também defende a redução de cargos comissionados e diz que a máquina pública precisa passar por uma reforma mais profunda. Para ele, seria necessário que o governo focasse nos cargos de direção e assessoramento (o DAS), que são onde se localizam as indicações políticas.
