Palácio do Planalto cria gabinete de crise para acompanhar a situação na fronteira venezuelana. Neste sábado começa o trabalho humanitário na região, incluindo na fronteira da Colômbia com a Venezuela. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Hleno, descartou nesta sexta-feira (22) uma “ação agressiva” na fronteira.
“Temos que aguardar o desenvolvimento dos eventos. O que já está estabelecido é que o Brasil não vai fazer nenhuma ação agressiva”, afirmou o general. Brasil continua com preparativos para o envio – previsto para amanhã – de 22 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros socorros, mesmo com o fechamento da passagem terrestre.
O líder da oposição, Juan Guaidó, se comprometeu a levar ajuda humanitária de países vizinhos no sábado e pediu que forças de segurança desobedeçam Maduro e permitam a entrada da ajuda no país, assolado por falta de alimentos e medicamentos.
O governo Maduro posicionou o Sistema de Mísseis de Defesa Aérea S-300VM próximo à fronteira com o Brasil. É a segunda ação após anunciar o fechamento da fronteira com o Brasil, o que ocorreu às 20horas desta quinta-feira,, segundo informou o jornalista Gaudêncio Torquato.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidos (ONU), António Guterres, “apela enfaticamente” para que se evite a violência na Venezuela, disse um porta-voz da ONU nesta sexta-feira após a primeira morte ligada aos esforços de levar ajuda humanitária ao país, contrariando as ordens do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. “Qualquer perda de vida é lastimável”, disse o porta-voz Stephane Dujarric a repórteres. “Olhando para o futuro, o secretário-geral apela enfaticamente para que se evite a violência”.
