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O mérito de nossas Forças Armadas

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O presidente da República está perfeitamente correto quando assinala o crédito de que são titulares as Forças Armadas no êxito e sobrevivência da Democracia.

Com efeito, aqui ou alhures, impossível um regime democrático se forem totalitárias as Forças Armadas.

Não se trata a Democracia de uma concessão delas ao País, mas de um consenso entre o povo, os Poderes da República e as Forças Militares constitucionalmente encarregadas de defender o País e o Regime contra os inimigos internos e externos.

Impossível um regime democrático sem um apoio militar que compartilhe essas convicções liberais.

Desse episódio de distorção, mais um, da fala presidencial, parece resultar claro que os inimigos do Brasil limpo e honrado que nasceu das urnas, coordenam-se em um processo de bullying político contra o chefe de Estado e seu governo, deturpando sistematicamente os fatos e as palavras.

Por exemplo, claro é que o presidente da República não pode deixar de reconhecer a competência do Congresso para modificar reformas a ele apresentadas, da mesma forma que o presidente está constitucionalmente impedido de evitar pela força que elas ocorram.

Da mesma maneira que discutir idade mínima de aposentadoria e outros aspectos da reforma da Previdência não constituem uma rasteira do Congresso nem um recuo do presidente, indicam apenas que numa democracia, antes de votar, tem-se obrigação e direito saudáveis de debater.

Napoleão já ensinava que a melhor defesa é o ataque e este, contra a corja que governou o País nas últimas décadas, será mais eficaz que a defesa pontual ou genérica de temas suscitados não em busca de uma solução, mas da cizânia e da falsa imagem de um governo inseguro.

Clauzewitz lecionou que no ataque se deve concentrar e não dispersar e no caso desses antagonistas desmoralizados, a concentração há de ser no sentido de demonstrar que lhes faltam condições morais tanto para o debate quanto para a participação na vida pública.

Este governo terá êxito, pois embora não sendo um governo militar é composto de militares de escol, conforme costumam ser nossos oficiais, desde cedo e sempre preparados para enfrentar as questões relevantes do País ainda que não estritamente militares, como demonstraram em períodos anteriores, de Castello Branco a Ernesto Geisel e João Figueiredo, sempre secundados pelo ministro Golbery.

No atual governo destaca-se, como primus inter pares, o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, cujos feitos repercutem e repercutiram também no contexto internacional, na qualidade de comandante das Forças da ONU no Haiti, onde somou à sua autoridade a popularidade que obteve para as forças brasileiras.

Temos um presidente que se comunica com o povo com notável intuição psicológica e promove assim o apoio político para que os homens ilustres que levou ao Ministério possam realizar um grande trabalho.

É a hora e a vez do Brasil.

 

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