Dia 1º de abril é tradicionalmente o dia da mentira, mas queremos aproveitar essa data para desmistificar alguns boatos que circulam sobre radares e segurança no trânsito. Afinal, quem nunca ouviu por aí que os equipamentos de fiscalização de velocidade não conseguem detectar os motociclistas, por exemplo?
Ou ainda: que os radares são uma “indústria da multa”? Pois é, todo dia lemos, ouvimos ou nos deparamos no trânsito com situações que geram muitas curiosidades e algumas delas serão esclarecidas por Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, empresa de tecnologia para segurança no trânsito.
O primeiro mito é o da “indústria da multa”. Ela existe realmente? O diretor esclarece que não, pois só é multado quem, de fato, cometeu uma infração de trânsito, já que os condutores que respeitam a legislação não correm risco de receber multas. “E o índice de respeito aos equipamentos – e, consequentemente, à velocidade permitida para a via – chega a 99,93%. Ou seja, o infrator é uma parcela muito, muito pequena do universo de condutores“.
Outra dúvida comum, nesse sentido, é de que os radares possam errar. “A porcentagem de acerto do radar, de fato, não é de 100%, pois assim como muitos outros mecanismos, ele depende de condições de iluminação, chuva e afins, que podem fazer com o que o resultado final seja inconsistente, mas existe um filtro de validação ao final do processo que descarta esses registros inconsistentes”, explica.
No caso dos motociclistas se engana quem continua acreditando nisso, já que a tecnologia atual detecta todos os tipos de motocicletas, inclusive, são capazes de detectar o tráfego entre faixas no corredor. Por fim, infrações como parada sobre a faixa de pedestres e conversão proibida são detectadas pelos equipamentos e o motorista que as comete será multado.
