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Brasil descarta intervenção na crise da Venezuela

O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião no início deste tarde para discutir a crise venezuelana com o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Heleno, Fernando Azevedo (Defesa) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). O encontro foi rápido e serviu para reafirmou a posição de não intervenção do Brasil na crise do país vizinho.

De acordo com Heleno, o governo vai aguardar os acontecimentos e está analisando hipóteses para o resultado da crise venezuelana. Segundo as informações locais, há mais de 50 feridos. Juan Guaidó, o líder da oposição, estão num local não revelado. Os veículos de oposição foram tirados do ar pelo governo de Nicolás Maduro. Leopoldo Lopes pediu asilo ao Chile e cerca de 50 militares pediram asilo ao Brasil.

“A posição do governo não vai se modificar. Desde o início, o governo tem adotado uma postura bastante prudente, cuidadosa, tomando a posição correta que é apoiar o presidente Guaidó e vai seguir nessa posição aguardando os acontecimentos”, disse o ministro.

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou nesta terça-feira, em entrevista por telefone à Agência Efe, que “o país está em total normalidade”, apesar de os protestos contra o governo de Nicolás Maduro continuarem em Caracas – assim como confrontos dos manifestantes com forças de segurança – e que “qualquer cenário” é possível nos próximos dias.

“O país está em total normalidade, exceto no bairro de classe média alta de nome Altamira (em Caracas), que foi o foco das manifestações opositoras desde 2002″, comentou Arreaza.

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