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Médicos usaram funcionários como testa-de-ferro

Dois médicos investigados na operação Mr. Hyde,  realizada hoje pela Polícia Civil do Distrito Federal utilizaram funcionários como testa-de-ferro. Um outro médico também foi preso, assim como três funcionários de clínicas. Segundo a investigação, há indícios também de crime de lavagem de dinheiro.

Os nomes constarem da planilha de pagamento de propinas em troca da indicação da empresa TM Medical como fornecedora de materiais em suas cirurgias.  A empres é de propriedade de Johnny Wesley Gonçalves, apontado pelas autoridades como líder da organização. O carro apreendido, avaliado em R$ 130 mil, está em nome da empresa A&C Clínica Médica Ltda., em Sobradinho.

Os policiais apreenderam na casa dos médicos aproximadamente R$ 70 mil, arma e remédios. Quatro veículos também foram apreendidos.

O delegado Adriano Valente, diretor da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil, explicou: “É uma atitude covarde dos médicos que causa danos à saúde física e mental dos pacientes. Cerca de 150 pessoas lesadas já procuraram a gente, mas esse número ainda pode crescer. Tivemos um caso de um paciente que foi ao hospital com torcicolo e acabou sendo submetida a uma cirurgia sem necessidade nenhuma, só para gerar lucro.”

Outro exemplo: “Teve caso em que foi preciso utilizar uma espécie de parafuso na operação que custava cerca de R$ 150, mas foi cobrado mais de R$ 2 mil por ele”.

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