Três executivos do Banco Paulista foram presos na manhã desta quarta-feira em São Paulo, como parte da 61ª fase da Operação Lava-Jato. Eles são acusados de lavar R$ 48 milhões daOdebrecht entre 2009 e 2015. Em nota enviada ao Misto Brasília, a instituição financeira disse que foi “surpreendida” com a operação policial.
O dinheiro foi repassado para contas bancárias no exterior pelo Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propinas da companhia. A Polícia Federal ainda investiga outras operações suspeitas feitas pelo banco entre 2010 e 2017 e que somam R$ 280 milhões, segundo publicou O Globo.
Segundo os investigadores, o objetivo do esquema era dar uma aparência legal para dinheiro depositado no Meinl Bank, banco localizado nas ilhas de Antigua e Barbuda, um paraíso fiscal no Caribe, que era utilizado pela Odebrecht para movimentar valores ilícitos.
Esse dinheiro era depositado em contas no exterior de doleiros já investigados pela Lava-Jato, como Vinicius Claret, o Juca Bala, e Wu Yu, o Dragão. Eles transformavam os valores em reais e os levavam para o Banco Paulista.
Nota do Banco Paulista
“A área de câmbio do Banco Paulista foi surpreendida hoje com uma operação da Polícia Federal em sua sede. A instituição está colaborando com as autoridades e retomando suas operações regulares.
Banco Paulista”
