Três funcionários do Banco Paulista foram presos nesta manhã pela Polícia Federal em nova operação da Lava Jato que tem a participação a Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal. Desta vez as investigações procuram informações sobre a lavagem de dinheiro que envolveria a instituição financeira. A operação foi autorizada pelo juiz federal Luiz Antônio Bonat. Atualizado às 08h04
A PF (que não informou o nome do banco) revelou que um deles trabalhava na mesa de câmbio, um era diretor da área de operações de câmbio e outro era diretor geral da instituição. Os nomes deles não foram divulgados. O Banco Paulista pertence ao ex-presidente da Bovespa Álvaro Augusto Vidigal, que também é dono da corretora Socopa.
O G1 de Curitiba publicou que eles faziam a contratação de empresas de fachada, que emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados. Dessa maneira, pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior eram encobertos.
Em nota, a Polícia Federal esclarece que erca de 170 Policiais federais cumprem três mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão em 35 locais diferentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações colhidas de três administradores de uma instituição financeira no exterior que atuava ocultando capitais em operações criminosas em favor do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.
A 61ª. fase da Operação Laja Jato é denominada Disfarces de Mamom. Os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo e posteriormente transladados para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados.