A administração de Ibaneis Rocha (MDB) está sendo marcada por demissões de auxiliares acusados de crimes de corrupção. Na campanha eleitoral, o então candidato prometeu que indicados para cargos públicos com ficha suja não seriam nomeados. A nova crise desta vez é no Departamento do Trânsito do Distrito Federal com a demissão do diretor-geral Fabrício Moura.
Funcionário de carreira do Detran, ele foi exonerado hoje após denúncia de irregularidades envolvendo licitação milionária para troca de semáforos por modelos mais modernos. Após reunião com o governador, o próprio Fabrício informou pela manhã que deixaria o cargo.
Ele justificou que vai priorizar a sua defesa. A assessoria do Palácio do Buriti informou que o substituto de Fabrício ainda não foi escolhido. Na semana passada, o Ministério Público do Distrito Federal abriu investigação para apurar as denúncias.
O MP quer saber por que o Detran firmou um contrato emergencial, sem licitação, se o processo de concorrência pública estava pronto para publicação. O MP recebeu áudios em que Felipe Moura, irmão do diretor-geral do Detran, pressiona o diretor de Tecnologia da Informação para que agilize o processo de licitação.
A licitação em questão foi aberta a um valor estimado de R$ 120 milhões para contratar uma empresa que ficaria responsável pela modernização dos semáforos da capital. No entanto, uma outra licitação – para a manutenção dos equipamentos – já havia sido aprovada pelo Tribunal de Contas no final do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), com custo de R$ 7 milhões, segundo o G1.
Em 30 de janeiro de 2019, a nova direção do Detran, cancelou o processo. No dia 8 de março, o contrato venceu e cerca de duas semanas depois, foi assinado um contrato emergencial com valor cerca de 17 vezes maior.
