O governo de Cuba anunciou o racionamento de produtos básicos no país, que se prepara para enfrentar a pior crise econômica em décadas. A medida limita a oferta de itens como frango, ovos, arroz, feijão, sabão, entre outros.
A ministra do Comércio, Betsy Diaz Velazquez, disse à agência estatal de notícias de Cuba que serão aplicadas várias formas de racionamento para lidar com a escassez de alimentos básicos. Ela atribuiu a situação ao recrudescimento do embargo comercial dos EUA imposto pela administração Trump. Economistas atribuem a situação também à redução da ajuda vinda da Venezuela, onde o colapso da companhia estatal de petróleo levou ao corte de quase dois terços dos carregamentos de combustível subsidiado, que Cuba usava em seu setor energético e como mercadoria para ganhar moeda forte no mercado aberto.
“Pedimos calma”, disse Diaz, acrescentando que os cubanos deveriam sentir-se seguros de que, pelo menos, vai continuar havendo óleo de cozinha em grande quantidade. “Não é um produto que estará ausente do mercado, de forma alguma”. Cuba importa cerca de dois terços dos seus alimentos, a um custo anual de mais de US$ 2 bilhões, e a escassez temporária de produtos básicos é comum na ilha há vários anos. (Da DW)
