Carlos Alberto Leite Coutinho pode ser considerado um estranho no ninho, se comparado com o número de produtores de café de Minas Gerais que concorreram no 28o Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para “Espresso”. Em abril passado mais uma vez o prêmio foi dominado pelos mineiros, pois dos 40 finalistas, 37 eram mineiros.
O produtor de Sobradinho, aqui no Distrito Federal, venceu a maioria e ficou entre os três melhores do Brasil. Junto com Elmiro Alves do Nascimento (Cerrado Mineiro) e José Pedro Marques de Araujo (Matas de Minas), vai representar o Brasil na categoria internacional em Nova Iorque, em outubro. No Centro-Oeste ficou em segundo lugar e a vice-campeã do prêmio foi para Cristiane Zancanaro Simões (Cristalina-GO).
Os três melhores do Brasil irão disputar o prêmio com cafeicultores dos nove países (Brasil, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Ruanda, Guatemala, Índia e Nicarágua) dos quais a torrefadora italiana compra o grão. No ano passado, o vencedor da etapa internacional foi um produtor de café de Ruanda. O café brasileiro representa 50% do blend da torrefadora e tem características de corpo e notas de chocolate essenciais para um bom “espresso”.
Mas não é o primeiro troféu conquistado pelo fazendeiro de 73 anos. Coutinho havia sido premiado em 2013 e 2014. A Fazenda Novo Horizonte fica na zona rural de Sobradinho.
