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Alcolumbre articula Conselho de Ética que mira em Kajuru

 

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), começou a articular há uma semana a instalação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Sem integrantes desde fevereiro quando começou esta Legislatura, o Conselho de Ética já tem uma representação do senador Vanderlan Cardoso (PP-GO) contra o seu colega goiano Jorge Kajuru (PSB-GO), que tem se especializado em disparar ataques da tribuna do Senado contra o governo, adversários políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Os telefonemas de Alcolumbre agradam a uma parte dos senadores, que olham a atuação de Kajuru com desconfianças. O ex-comentarista esportivo disparou contra o ex-ministro Alexandre Baldy, que foi chamado de falsário e picareta. Baldy foi cotado para assumir o ministério das Cidades que seria criado com a reforma administrativa. Ele entrou com uma ação na justiça há alguns dias que lista 66 crimes que teriam sido cometidos por Kajuru.

No caso de Vanderlan Cardoso, a história vem desde o ano passado quando o então candidato pelo PRP usou as redes sociais para dizer que o empresário era um simples contador e que virou milionário “roubando a herança” de um senador assassinado em Roraima, em 1990, com 11 tiros. Este senador era Olavio Pires, que estava envolvido em denúncias de narcotráfico e concorria ao governo de Rondônia. O motivo do requerimento de Vanderlan é um vídeo gravado por Kajuru dentro do Senado com declarações que seriam falsas. O vídeo foi publicado nas redes sociais do líder do PSB.

A pressa de Alcolumbre, que está sendo pressionado por alguns senadores, poderá ter um efeito colateral. Com o Conselho de Ética instalado, o próximo alvo seria o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República Jair Bolsonaro. Flávio tem 37 imóveis e o Ministério Público do Rio de Janeiro investiga ligações do senador com a milícia no Rio de Janeiro e movimentações bancárias suspeitas a partir de recursos da Assembleia fluminense.

 

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