Um final feliz para o Teatro Perdiz que fez história na arte cênica do Distrito Federal e que estava ameaçado de acabar desde 2002. Nesta semana, foi oficializada numa solenidade cheia de emoções, a transferência de um terreno na 710 Norte, que garante a continuidade do projeto popular. O teatro funcionava numa oficina mecânica na 708/709 quando foi temporariamente fechado e reaberto em 2015, já no novo local.
As empresas Ipê-Omni e Cidade Empreendimentos Imobiliários foram as responsáveis pela doação do novo terreno e construção das instalações. Além da oficina mecânica e do espaço cultural, o andar superior é a residência da família Perdiz.
“Hoje fechamos um ciclo e nos sentimos honrados em colocar um teatro permanente na cidade, além de proporcionar uma moradia digna ao Perdiz. O que só foi possível com a atuação do Ministério Público do Distrito Federal, que trabalhou em defesa da legalidade e do patrimônio cultural”, falou César Péres, da Ipê-Omni.
Para sacramentar o acordo, foram muitas manifestações e reuniões até a assinatura da escritura entregue à filha do fundador, Júlia Perdiz, atualmente aluna de artes cênicas. José Perdiz não quis falar na solenidade, mas emocionou ao agradecer a todos os presentes, em especial a classe artística que tanto lutou pela manutenção do teatro.
Um documentário que conta a história do Teatro Perdiz ganhou o Festival de Brasília, em 2010. “O desafio agora é garantir a agenda cultural no teatro Perdiz”, disse o subsecretário de Patrimônio, da Secretaria de Cultura do DF, Cristian Brayner. Como condição para a doação do espaço, o teatro deverá receber, pelo menos, 12 espetáculos artísticos por ano.
