As exonerações nos comandos das unidades de saúde no Distrito Federal seguem no ritmo do caos que persiste no sistema público. A decretação do estado de emergência em janeiro ainda não provocou melhorias no atendimento à população. Em São Sebastião, por exemplo, a fila para marcação de consultas chega a ter mais de 200 pessoas, mas somente duas dezenas são recebidas através de senhas. Dormir na fila na madrugada se tornou uma rotina para quem busca auxílio médico.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) admitiu ontem que resolver o problema na área não vai conseguir, mas pode diminuir a pressão. E um dos caminhos que tem feito é exonerar diretores dos hospitais, alguns dos quais vivem em situação de superlotação. Nas contas da reportagem do SBT, nos últimos seis meses foram sete exonerações.
A última delas foi do diretor do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Josinaldo da Silva Cruz, que ficou menos de três meses no cargo. Ele assumiu no lugar de Gustavo Bernardes, também demitido sob a justificativa que não dava conta do recado, “nem mesmo uma palavra de conforto” aos pacientes, segundo comentou o governador. Na mesma batida e no mesmo dia, foi exonerado o diretor do diretor do Hospital Regional do Gama (HRG), André Luiz Zamuner, que foi substituído por Allan Wlisses de Moraes dos Dualibe Barros.
Também no setor administrativo a situação não anda nada boa na Secretaria da Saúde. Nos últimos meses foram exonerados pelo menos três subsecretários. Alguns deles por questões anteriores com a justiça, pois respondem a acusações de malversação do dinheiro público.
