Texto de Carlos Augusto Pinto
O chamado Mar Morto fica entre Israel e Jordânia e sofre com o aparecimento de crateras na principal estrada que liga os dois países. Alto risco de isolamento, um desastre para o turismo da região.
Luiz Inácio Lula da Silva vive algo parecido na sua decadente história pública, levado pelo seu astuto advogado, Cristiano Zanin Martins a uma condição de coitadinho. Um idoso, um presidiário, complacente com os crimes financeiros ocorridos debaixo do seu nariz.
Passando o tempo em seu escritório montado em uma sala na sede da Polícia Federal em Curitiba, Lula e seus devotos acampados perto da sede da PF aguardam por um milagre: que ele não tome mais uma traulitada por conta do triplex do Guarujá, que ele não comprou, não alugou e nem pediu para ninguém ampliar e reformar, mas as provas jurídicas revelam o contrário.
Enquanto isso, Lula da Silva assiste aumentar o diâmetro da cratera que o separa da liberdade.
Agradeça ao Dr. Cristiano Zanin, que é o colecionador de derrotas mais bem remunerado da história do Judiciário brasileiro, defensor daquele que se considera o brasileiro “mais honesto” da República. Não ganha uma nos tribunais, mas sua conta bancária não para de crescer. Nem com as manobras jurídicas do ministro Gilmar Mendes, o boquirroto, Cristiano consegue livrar o ex-presidente da cadeia. São só 450 dias ou algo próximo.
O mantra “Lula Livre” já encheu o saco.
(Carlos Augusto Pinto é jornalista e mora em Brasília e escreve para o blog do Fred Lima)
