O Exército brasileiro publicou hoje (01) no Twitter e no sítio eletrônico da instituição uma homenagem ao major alemão Eduard Ernst Thilo Otto Maxilimilian von Westernhagen, morto com dez tiros no dia 1º de julho de 1968 no Rio de Janeiro. O crime foi praticado por integrantes do Comando de Libertação Nacional (Colina), fato revelado 19 anos depois. O major Otto serviu no Terceiro Reich quando foi preso pelos russos no cerco a Berlim.
No texto do Exército, o grupo é definido como terrorista que decidiram “vingar a morte do líder guerrilheiro Che Guevara, morto na Bolívia”. O major alemão cursava a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a mesma onde estava matriculado o capitão boliviano Gary Prado, que seria o autor dos disparos contra Guevara.
Atualmente, a Escola possui uma sala de aula que recebe o nome do major Otto, com uma placa de bronze em sua homenagem. “Assim sendo, ao perpetuar a memória do Major Otto von Westernhagen, o Exército Brasileiro presta uma justa homenagem ao primeiro oficial da Alemanha a cursar a escola. Um sobrevivente da 2ª Guerra Mundial e das prisões totalitárias soviéticas, cuja vida foi encurtada por um ato terrorista insano e covarde”, afirma o texto classificado como “Fatos Históricos”.
No Twitter, a mensagem do Exército é a seguinte: Prestamos hoje homenagem ao oficial de nação amiga, Major do Exército Alemão Otto Maximilian, aluno da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército que, em 1º de julho de 1968, foi assassinado no Brasil”.
