A bancada do PSB deverá encolher para apenas uma senadora [Leila Barros (DF)] e um senador [Veneziano Vital do Rêgo (PB), caso seja cumprida a promessa do senador Jorge Kajuru (GO) de deixar o partido, como afirmou no domingo. Hoje, as assessorias da Liderança do partido e a do gabinete do parlamentar não confirmaram a desfiliação, mas Kajuru estaria negociando ainda nesta segunda-feira a sua permanência. Corrigida às 20h07
Kajuru tem se comportado como um senador independente, fora do que orienta a direção nacional do PSB. Neste final de semana, por exemplo, reclamou que “ser proibido de conversar com Bolsonaro; de torcer por ele em nome de um Brasil melhor e de apoiar um projeto presidencial das armas… isso é ditadura? é o quanto pior, melhor? Obedeci os meus seguidores e eleitores…”.
Sem o senador, o partido perde a regalia de uma liderança no senado com toda a estrutura que o status permite, como um quadro de servidores concursados e comissionados, além de terceirizados. E quem vai perder a lotação, será o ex-governador Rodrigo Rollemberg. Funcionário do Senado, ele está cedido como assessor da bancada com salário total de R$ 33 mil.
Kajuru poderá seguir a liderança do senador Álvaro Dias, do Podemos. Neste mesmo caminho estaria indo o senador Antonio Reguffe (DF), que está sem partido há cerca de três anos. Se o Podemos sair do bloco do PSL, Reguffe assinaria a ficha de filiação. Atualmente o Podemos tem oito senadores em sua bancada, mas pode aumentar com a filiação do senador Carlos Viana (MG), eleito pelo PHS e hoje filiado ao PSD.
