O apoio à reforma da Previdência [conheça todos os pontos do texto] cresce, e parcela dos contrários já não é maioria. Mulheres e os que não votaram em Jair Bolsonaro rejeitam mudanças, mostra pesquisa Datafolha. Em outra pesquisa, aa XP/Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), mais da metade da população é favorável à aprovação da reforma da Previdência.
Do total, 26% são a favor e totalmente com a reforma, enquanto 30% são a favor, apesar de não concordarem com ela totalmente. O número cresceu em relação aos últimos dois meses: em junho, era 52% e em maio, 44%.
O calendário estabelecido pelo governo é o seguinte: hoje – votação em 1º turno; Amanhã – votação dos destaques feitos ao texto; até 6ª feira (12.jul) – votação em 2º turno (este ponto ainda está sendo negociado pelo governo, segundo o ministro da Casa Civil. Para aprovação em primeiro e segundo turnos, são necessários 308 votos.
O PSB anunciou o fechamento de questão contra a PEC 6/19 que será votada no plenário da Câmara dos Deputados, a partir de hoje. A decisão vincula a votação dos 32 deputados que compõem a bancada na Câmara e também se estenderá aos dois senadores da sigla. Dessa forma, o parlamentar que descumprir a decisão pode sofrer sanções que vão desde a censura até a expulsão do partido.
Os ministros que detêm mandatos na Câmara devem ser exonerados para que possam votar a reforma da Previdência. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Atualmente, quatro ministros do governo são deputados federais: o chefe da Casa Civil, Onyx Lorezoni (DEM-RS); a titular da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS); o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) e o titular da pasta da Cidadania, Osmar Terra (MDB-RS).
O suplente de Onyx é o deputado Marcelo Brum (PSL-RS); a suplente de Tereza Cristina é a deputada Bia Cavassa (PSDB-MS); o suplente de Álvaro Antônio é Enéias Reis (PSL-MG); e o suplente de Osmar Terra é Darcísio Perondi (MDB-RS). O governo não informou se vai exonerar todos os quatro ministros para votarem a reforma.
O ministro Onyx Lorenzoni disse que está sendo feito um trabalho para que a reforma da Previdência seja votada em dois turnos ainda essa semana na Câmara.
Alguns integrantes da Comissão de Educação da Câmara querem viabilizar a apresentação de um destaque ao texto da reforma da Previdência para retirar os professores da proposta. A ideia é apresentar posteriormente um projeto de lei para reestruturar toda a carreira.
O texto aprovado na última semana pela comissão especial da Câmara já contempla demandas de profissionais da segurança pública, disseram ministros e representantes do governo, que lançam mão do argumento para evitar a apresentação de destaques por parte de partidos que apoiam a proposta.
Sobre eventuais mudanças no texto da Previdência, como regras mais brandas para agentes de segurança, o governo prefere deixar nas mãos dos próprios parlamentares.
Às vésperas do início da discussão da reforma no plenário da Câmara, o governo Jair Bolsonaro liberou R$ 1 bilhão em emendas parlamentares vinculadas à área de saúde. O desembolso de R$ 920,3 milhões foi publicado em 34 portarias de uma edição extra do Diário Oficial da União de ontem.
Os governadores foram chamados a Brasília para uma última tentativa de acordo em cima da proposta de inclusão de estados e municípios na reforma. Mas dificilmente darão um passo adiante. Enquanto governadores de peso, como João Dória (PSDB), apresentam posturas dúbias, Paulo Câmara (PSB) prefere não atender ao convite da Casa Civil.
Os governadores estão sendo orientados por líderes partidários a focar sua artilharia no Senado para reincluir os estados na reforma da Previdência. A avaliação é que, neste momento, se o tema for levado ao plenário da Câmara, o risco é o de a reforma perder votos, em vez de ganhar, o que prejudicaria sua votação ainda antes do recesso parlamentar. (Com agências de notícias)
