O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que o governo negocia a retirada das forças de segurança no texto principal da Previdência, que será votado esta semana, para que seja enviada depois por projeto de lei complementar.
Segundo o presidente, a categoria dos policiais “nunca teve privilégios” e é possível ainda “desfazer possíveis injustiças”. O líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), disse que o partido vai obstruir a votação da reforma da Previdência – usar o regimento para tentar impedir a análise do texto.
“O que eu tenho falado é a questão do privilégio. Todo mundo está colaborando de uma forma ou de outra com essa questão da Previdência. Agora, privilégio essa classe nunca teve. Então, acho que o ajuste passa por aí”, disse o presidente.
O líder do PRB, deputado Jhonatan de Jesus (RR), disse que a bancada vai votar a favor da reforma da Previdência (PEC 6/19). Ele adiantou, no entanto, que vai apoiar o destaque da bancada feminina para mudança no cálculo do benefício das mulheres.
O deputado Lucas Gonzalez (Novo-MG) afirmou que o partido já apresentou uma emenda para incluir estados e municípios nos termos da reforma. O líder do partido, deputado Marcel Van Hattem (RS), disse que é preciso uma mesma regra para todas as esferas. Mas o líder do Podemos, deputado José Nelto (GO), se adiantou ao afirmar que vai votar contra a reforma se houver negociação para colocar estados e municípios. “Os governadores têm de assumir a responsabilidade”, disse.
