A União Europeia (UE) criticou duramente, neste domingo (28), a detenção de mais de mil pessoas em manifestação da oposição em Moscou, no sábado, em defesa de eleições regionais livres e justas em setembro.
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Em comunicado, a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, considerou que essas prisões e o uso desproporcional de força contra manifestantes pacíficos se insere numa “série preocupante de prisões e ataques policiais contra políticos da oposição nos últimos dias”, considerando que “minam seriamente as liberdades fundamentais de expressão, associação e reunião”. “Esses direitos fundamentais estão consagrados na Constituição russa, e esperamos que eles sejam protegidos”, afirma Mogherini.
Ao mesmo tempo, ela exigiu igualdade de oportunidades para todos os candidatos na próxima eleição regional. Segundo Mogherini, para que as eleições municipais de setembro sejam “um genuíno processo democrático é essencial criar as condições para a igualdade de oportunidades e um ambiente político inclusivo”.
De acordo com informações de ativistas, na manifestação contra a exclusão de numerosos políticos da oposição das eleições regionais, mais de 1.370 pessoas foram presas no sábado na capital russa. Segundo relatos da mídia, a maioria delas já foi libertada.
