Uma briga entre membros das facções criminosas Comando Vermelho e Comando Classe A deixou mais de 50 mortos, 16 deles decapitados, durante uma rebelião de poucas horas nesta manhã no Centro de Recuperação Regional de Altamira, em Altamira, no sudoeste do Pará. O massacre já é o maior em número de mortos em apenas um único episódio registrado em 2019 no Brasil. No início da noite, informou-se que o número de mortos subiu de 52 para 57, a maioria por asfixia, e outros 16 internos foram decapitados. Atualizado às 19h39
O massacre expôs a disputa de poder dentro da principal facção da Região Norte, segundo promotores que investigam e investigaram sua atuação. Os membros da Facção Comando Classe A (CCA) romperam o isolamento do pavilhão onde eram mantidos para chegar ao pavilhão dos integrantes do Comando Vermelho, segundo informou O Liberal.
De acordo com a assessoria de imprensa do Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), a briga começou às 7 horas, quando funcionários serviam o café da manhã aos detentos. Dois agentes penitenciários chegaram a ser feitos reféns, mas foram liberados.
A situação no presídio está controlada, de acordo com a Susipe, e policiais e agentes penitenciários fazem a recontagem dos presos, a apuração dos danos e a revista dos detentos, publicou a Reuters.
O maior número de mortos até então tinha sido registrado em Manaus, com a morte de 55 presos dentro de unidades prisionais nos dias 25 e 26 de maio. Foram 15 assassinados na manhã de domingo (25) no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), e outros 40 foram registrados em outras três unidades prisionais na segunda-feira (26).
O governador Helder Barbalho (MDB) disse que ficou definido com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que os líderes serão transferidos para presídios federais. Segundo o governador, ele ligou para o ministro e conseguiu dez vagas nos presídios.
