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Bolsonaro diz que “sou assim mesmo. Não tem estratégia”

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) choca diariamente a maioria dos brasileiros com declarações absurdas, baseados e despejados sem qualquer respeito pelas normas da democracia e mesmo civilidade. A observação foi publicada hoje pelo tradicional jornal O Estado de São Paulo em seu editorial.

No texto, o matutino afirma que não à toa, as forças políticas no Congresso há algum tempo parecem se organizar para fazer avançar as reformas das quais o Brasil depende para evitar o colapso fiscal e ter alguma chance de retomar o crescimento econômico. Para o setor produtivo, o mais importante no momento é que o País reencontre o caminho da recuperação, colocando em segundo plano o destempero do presidente Bolsonaro, por mais infame que seja em algumas ocasiões.

E numa conversa concedida a uma repórter e publicada hoje no O Globo, o presidente parece que descarta um comportamento verbal mais centrado. “Sou assim mesmo. Não tem estratégia. Se eu estivesse preocupado com 2022 não dava essas declarações — afirmou Bolsonaro, ao ser questionado se as falas recentes são planejadas ou apenas resultado de impulsividade”.

A conversa que não pode ser gravada, mas anotada (com uma caneta Bic emprestada pelo presidente), Bolsonaro ao ser questionado a respeito de suas declarações sobre Fernando Santa Cruz , pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Bolsonaro voltou a se justificar, dizendo que a entidade atuou para que não se chegasse aos “mandantes da sua tentativa de assassinato”.

Ele insiste que a quebra de sigilo telefônico de um advogado de Adélio Bispo de Oliveira daria um novo rumo à história. A medida não foi adotada por um recurso da Ordem. Bolsonaro disse que não recorreu da decisão da Justiça, que classificou seu agressor como inimputável porque, ao ser enquadrado como portador de Transtorno Delirante Persistente, Adélio estará agora em “prisão perpétua”.

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