Depois de quase duas semanas de protestos que paralisaram a economia, o governo do Equador e o movimento indígena chegaram no final da noite deste domingo (13) a um acordo para revogar um controverso pacote de austeridade, que acabou com o subsídio a combustíveis e desencadeou a atual crise no país. A onda de protestos deixou sete mortos e 1.340 feridos, segundo a ouvidoria pública. Mais de 1.100 pessoas foram detidas.
O acordo prevê que o presidente equatoriano, Lenín Moreno, revogue o decreto 833 que fazia parte de um pacto firmado por seu governo para obter um empréstimo US$ 4,2 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em contrapartida, os líderes indígenas se comprometeram a encerrar os protestos e bloqueios nas rodovias do país.
“Como resultado do diálogo, o decreto 883 fica sem efeito, e é criada uma comissão para preparar um novo decreto”, anunciou o coordenador das Nações Unidas no Equador, Arnaud Peral, após várias horas de diálogo nos arredores de Quito.
A comissão será integrada pelas organizações do movimento indígena que participam no diálogo e por representantes do governo equatoriano, sendo mediada pela ONU e Conferência Episcopal do Equador. O grupo trabalhará para desenvolver um novo pacote de medidas para reduzir os gastos do governo, aumentar a receita e diminuir os déficits orçamentários e a dívida pública do país. (Da DW)
