Antes mesmo do início dos trabalhos da CPI do Feminicídio na Câmara Legislativa do Distrito Federal, uma polêmica já se estabeleceu com a indicação do deputado distrital João Hermeto (MDB). O parlamentar é acusado de ameaçar a ex-mulher Vanusa Lopes, que conseguiu na justiça do DF que ele fique afastado dela a uma distância mínima de 300 metros com base na Lei Maria da Penha.
“Tenho passado muitas situações difíceis de violência psicológica, moral e destruição da minha imagem. Diante de tudo que tenho vivido, preferi procurar ajuda, pois ele tem feito anulação social, alijamento e proibido que as pessoas falem comigo”, disse Vanusa ao Metrópoles e à Rádio CBN.
Hermeto foi indicado ontem como membro titular pelo presidente da CLDF, deputado distrital Rafael Prudente (MDB). A criação da CPI dormiu na gaveta do presidente por algum tempo, pois já se sabia que as investigações poderiam implicar os próprios deputados. Hermeto é subtenente da Polícia Militar e se recusa a sair da CPI. O suplente dele é o deputado distrital Eduardo Pedrosa (PTC).
Na terça-feira (05), os membros da CPI irão escolher o presidente e o vice-presidente da CPI. Caberá ao presidente da comissão a indicação do relator dos trabalhos. O prazo de conclusão é de 180 dias prorrogáveis por igual período. A violência e morte de mulheres no Distrito Federal é um caso grave que mobiliza a polícia e a própria sociedade. Desde o início do ano, foram mortas 27 mulheres por maridos ou ex-companheiros.
