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Reforma administrativa chega ao Congresso sem a estabilidade

Esplanada dos Ministérios Brasília DF Misto Brasília

Detalhe da Esplanada dos Ministérios, em Brasília/Arquivo

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, afirmou nesta segunda-feira (04) que a apresentação da reforma administrativa do governo Jair Bolsonaro será feita do meio para o fim desta semana.

Bolsonaro falou ontem que vai tirar a estabilidade do servidor, mantendo apenas para algumas funções como policial e para as Forças Armadas. As novas regras valeriam para os novos servidores públicos. Ela é um dos seis eixos da grande reforma do Estado que o governo pretende lançar nesta semana e afeta diretamente os sonhos dos concurseiros.

Uebel, que comanda o time responsável pela elaboração da proposta, deu a declaração em rápida fala a jornalistas, após participar de evento de inovação organizado pelo governo. A estabilidade estaria garantida após dez anos de trabalho na repartição pública.

A equipe econômica deverá apresentar uma série de iniciativas nesta semana, incluindo também o pacto federativo e medidas mirando a promoção de maior empregabilidade da população mais jovem e mais velha.

De acordo com as primeiras informações, além do concurso, que hoje envolve provas e títulos acadêmicos, o governo propõe exigir a comprovação de experiência prévia. Após o ingresso, todos os servidores terão que passar por um período inicial de três anos de experiência, que tem sido chamado de trainee pela equipe do ministério.

Além disso, a proposta prevêexoneração automática do servidor no fim desse período. Dessa forma, a efetivação dependerá de desempenho profissional e existência de vaga em aberto na função, uma vez que sempre haverá mais trainees do que vagas para desempenhar a função.

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