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Feijão e carnes são os vilões da inflação que fechou o ano em 4,31%

Carne

Os preços das carnes tiveram um reajuste de 18,06%, segundo o IBGE/Arquivo

A carne e o feijão foram os grandes vilões que fizeram subir o índice inflacionário no ano passado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,15% em dezembro, após alta de 0,51% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em Brasília, a inflação de dezembro foi de 1,62% e a acumulada do ano chegou a 3,76%.

No acumulado de 12 meses até dezembro, o IPCA teve alta de 4,31%, contra alta 3,27% do ano anterior, terminando o ano acima do centro da meta do governo de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Esse resultado foi particularmente afetado pelo comportamento dos preços das carnes (18,06%), que contribuíram com o maior impacto individual no IPCA de dezembro. Os preços do frango inteiro (5,08%) e dos pescados (2,37%) também subiram, assim como os de outros gêneros alimentícios, como o feijão-carioca (23,35%) e o tomate (21,69%). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-8,76%) e o pão francês (-0,68%), ambos com contribuição de -0,01.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fechou 2019 com alta de 4,03%, ficando 0,38 ponto percentual abaixo da taxa de 2018, quando foi registrado 4,41%. O índice de dezembro ficou 0,11 ponto percentual acima da taxa de novembro (0,11%).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.156,31, passou para R$ 1.158,81, sendo R$ 605,54 relativos aos materiais e R$ 553,17 à mão de obra. Os materiais tiveram queda de preço de 0,13% em relação ao mês anterior, mas, no acumulado do ano de 2019, registraram alta de 4,54%.

IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada em 12 meses
Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Belém 4,23 0,93 1,78 5,51
Brasília 2,80 0,38 1,62 3,76
São Luís 1,87 1,05 1,47 4,28
Goiânia 3,59 0,70 1,40 4,37
Curitiba 7,79 0,61 1,35 3,99
Campo Grande 1,51 0,65 1,32 4,65
Fortaleza 2,91 0,22 1,28 5,01
Salvador 6,12 0,23 1,26 3,93
Rio de Janeiro 12,06 0,17 1,19 4,05
Porto Alegre 8,40 0,47 1,15 4,08
Aracaju 0,79 0,14 1,09 4,11
Belo Horizonte 10,86 0,46 1,05 4,20
Recife 4,20 0,14 0,96 3,71
São Paulo 30,67 0,70 0,93 4,60
Vitória 1,78 0,39 0,85 3,29
Rio Branco 0,42 0,72 0,60 3,82
Brasil 100,00 0,51 1,15 4,31
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