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Operação investiga pessoas ligadas ao governo e à Câmara Legislativa

PCDF

Reajuste salarial dos policiais depende da concordância do governo federal/Arquivo

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Ainda nesta manhã a Polícia Civil do Distrito Federal fornece mais informações sobre a segunda fase da Operação Conto do Vigário, que foi deflagrada hoje. Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em residências e empresas.

As verbas empregadas nessas parcerias são originárias de emendas parlamentares. Dentre os suspeitos estão pessoas que ocupavam cargos importantes na Secretaria de Estado de Políticas para Criança, Adolescentes e Juventude (Secriança), na Câmara Legislativa e também empresários.

A primeira fase foi realizada em dezembro de 2018 e investiga convênios  firmados entre a Secriança com dois institutos sem fins lucrativos, o Instituto Brasília para o Bem Estar do Servidor Público (Ibesp) e Instituto Terra Utópica (ITU), entre os anos de 2015 e 2018.

De acordo com nota da PCDF, até o momento os indícios colhidos na investigação “denotam fundadas suspeitas de que as mencionadas parcerias teriam sido firmadas para atender a interesses de um grupo cujo objetivo seria lesar o erário por meio da apropriação de verbas públicas”.

As seis parcerias públicas analisadas representam um aporte total de recursos públicos de R$ 5,9 milhões. O valor do prejuízo só poderá ser calculado “com o aprofundamento das investigações”, inclusive por meio da análise dos objetos das apreensões realizadas nesta quarta-feira (22).

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