Não temos dúvidas: o coronavírus chegou, e se estendeu por todo o mundo, e agitou todos o setores de atividade, e o elétrico não foi exceção. A forma como estamos consumindo energia está mudando, e isso influencia de certa forma terá influência na indústria mundial que se encontra em constante mudança. Segundo a consultora Axio, já são visíveis alguns efeitos da pandemia provocada pelo Covid-19 no modelo tradicional do setor elétrico.
No setor dos combustíveis fósseis nem tudo são más notícias. A verdade é que também nas energias renováveis existirão dificuldades. Muitas empresas de energia eólica e solar já comunicaram que a incerteza fiscal e o abastecimento levam a sérios riscos, muito pelo encerramento das fronteiras no mundo inteira, e pela redução da atividade econômica.
Talvez uma das medidas que levam a uma recuperação do setor, é incentivar uma indústria nova que possibilite oferecer toda a cadeia de valor para a transformação de um modelo menos descarbonizado. Num estudo da Randstad, informa que na Espanha, por exemplo, 68,6% dos empregados gostaria de trabalhar a partir de casa. No entanto, grande parte das empresas não permitem.
É possível economizar energia com o teletrabalho, pois favorece a redução de custos para o trabalhador (que deixa de se deslocar), e também para a empresa que reduz os custos com sua infraestrutura.
Só na União Européia, o uso da eletricidade a nível doméstico, terá um aumento de 6% a 8%, e uma redução de 30% e 25% em atividades educativas e comerciais respetivamente. Essa situação ajudaria a incentivar o uso das instalações de autoconsumo, que por sua vez, é um setor com enormes potencialidades.
