Para Roberto Setubal, copresidente do conselho de administração do Itaú Unibanco, a crise da pandemia de coronavírus trará mudanças de comportamento profundas, inclusive após o seu fim. Neste contexto, o banqueiro vê como inevitável deixar que parte das empresas deixem de existir e que o mercado se regule posteriormente. “Mudanças virão, e elas serão necessárias, porque tem que ajustar, tem que renovar”, disse o executivo em transmissão pela internet nesta quinta-feira (7).
Do ponto de vista do setor financeiro, Setubal acredita ser necessário fornecer subsídio ao crédito para dar sobrevida a uma categoria específica de empresas: as pequenas, que não têm tantas condições de tomar crédito neste momento e, dentro desse segmento, apenas aquelas que terão condições de sobreviver neste novo contexto do futuro.
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“Evidente que as empresas, principalmente as pequenas, vão precisar de um apoio adicional, de subsídio, de ajuda para poder superar a crise. Mas tem setores onde a própria demanda vai cair 20%, 30%, mesmo pós quarentena. Não dá para manter e apoiar todo mundo para uma capacidade de 100% quando a demanda mudou estruturalmente para 70%.”(Do Infomoney)
