O dólar cravou novo recorde histórico de fechamento nesta terça-feira (12), abandonando queda de mais cedo e tomando fôlego na parte da tarde, embalado pelo recrudescimento das incertezas políticas locais em meio à piora nos mercados externos. O dólar à vista fechou em alta de 0,71%, a R$ 5,8657 na venda, novo recorde histórico nominal para um encerramento. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,94%, a R$ 5,8800.
A moeda vinha em rota ascendente desde o fim da manhã, embora ainda em queda, e ganhou tração de vez depois das 14 horas, passando a subir no dia. A virada ocorreu conforme o mercado reagiu a notícias sobre o conteúdo de vídeo de reunião ministerial durante a qual, segundo o ex-ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro teria dito que, se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio, trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro da Justiça.
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Em reunião ministerial no dia 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro disse que a perseguição a seus familiares justificaria a troca do então superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro e afirmou que, se ela não fosse efetivada, trocaria o diretor-geral da PF e o próprio ministro da Justiça e Segurança Pública, cargo então ocupado por Sergio Moro, relatou à Reuters uma fonte com conhecimento do vídeo da reunião. O presidente, segundo a fonte, fez uma defesa enfática dessa troca durante a reunião, ocorrido dois dias antes da demissão de Moro e do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.
“É de extrema relevância e interesse público que a íntegra desse vídeo venha à tona. Ela não possui menção a nenhum tema sensível à segurança nacional”, completou. Procurada pela Reuters para comentar, a Secretaria de Imprensa da Presidência não respondeu de imediato.
